Se a criatividade é a inteligência se divertindo, a Trammit teve que criar várias brincadeiras para se adequar às demandas funcionais cobradas, de forma corretíssima, pelos clientes. Afinal de contas, a funcionalidade e a performance são de longe mais importantes do que conteúdos apenas criativos.
Ou não? Bom, como sabemos, isso depende da fase da campanha em que estamos. A captação de leads, por exemplo, pede um chamativo mais atraente, o qual instigue a pessoa a preencher formulários com cara de “venderemos os seus dados” – não venderemos, ok? E eles preenchem graças à forma como os anúncios são construídos; para chamar a atenção de um jeito criativo.
Mas às vezes a criatividade é como uma faca de dois gumes. A visão que temos da história da empresa de um cliente pode ser diferente da que ele tem, mesmo a campanha recusada sendo extremamente criativa. E isto acontece. E aconteceu no começo de 2021 aqui na Trammit.
Tínhamos acabado de fechar um escopo com um cliente e já fomos para a criação da campanha de rebranding, certos da sua comoção. E comoveu, mas não era o que ele esperava. Por mais criativa que a campanha fosse, o cliente não enxergava a sua funcionalidade a longo prazo. E aqui entra a melhor amiga da criatividade, a norteadora e tão necessária humildade.
Para ser sincero, ser humilde na publicidade é mais do que ser uma pessoa boa… é ser esperto! É conseguir enxergar com os olhos de quem está gastando alguns bons dinheiros com o negócio dos sonhos e saber contornar a campanha, para que, assim, a conta continue com a agência.
Mas vamos voltar à faca de dois gumes a qual citei acima. De um lado, temos o “corte” do cliente, que precisa proteger a personalidade da própria marca. Do outro, temos corte criativo dos colaboradores, que precisam entregar a alma para a campanha. Só que, neste caso, eles precisaram trazer a alma de volta ao corpo para que ela fosse novamente entregue. E isso não é fácil. Mas é necessário.
Contudo, temos outra expressão popular em questão. A que faz a perna dos criativos balançarem de tanta ansiedade: defender a ideia com unhas e dentes. No entanto, isto precisa ser bem administrado. As unhas devem estar bem lixadas e os dentes muito bem escovados para se passar a mensagem certa, da forma correta, e para que o cliente entenda de onde veio a ideia (mesmo que ela tenha sido vista como infuncional).
A pergunta que fica é: até quando a funcionalidade de uma campanha é proporcional ao gosto do cliente? Vale o lançamento de uma campanha bem feita seguida de cliente inseguro? Gosto é gosto. Funcionalidade é funcionalidade.
E funcionou! O conceito criativo base da campanha foi alterado e o resultado foi alcançado. Todos ficaram felizes. Nossos criativos administraram as ideias e até elogiaram a visão do cliente. Pois, pasme… o cliente também entende do seu produto/serviço. Sempre? Não.
Sempre é importante ouvir com atenção as suas ideias? Sim! Pois, no final, depois de 15 anos de mercado, já deu pra Trammit perceber que clichês fazem sim sentido. Se a criatividade é a inteligência se divertindo, então vamos dar o máximo para nos divertir. Mas uma diversão funcional.