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Branding na era da IA: por que marcas memoráveis saem na frente

A Inteligência Artificial mudou definitivamente a forma como as empresas produzem conteúdo.

Hoje, com poucos comandos, é possível criar textos, imagens, vídeos, campanhas e planejamentos inteiros em questão de minutos. O que antes exigia tempo, equipe e recursos agora está disponível para praticamente qualquer negócio.

Mas existe um efeito colateral que nem sempre recebe a mesma atenção: quando todos têm acesso às mesmas ferramentas, produzir deixa de ser um diferencial.

É justamente por isso que o branding voltou ao centro das discussões de marketing.

Se antes a vantagem competitiva estava na capacidade de criar e distribuir conteúdo, agora ela está cada vez mais ligada à capacidade de construir uma marca que as pessoas reconhecem, lembram e escolhem.

Em um cenário onde a tecnologia torna a execução mais acessível, ser memorável passou a ser uma das poucas vantagens que não podem ser copiadas com facilidade.

Neste artigo, vamos explorar por que a Inteligência Artificial aumentou a importância do branding, como a personalidade da marca se tornou um ativo ainda mais valioso e por que as empresas mais memoráveis tendem a conquistar uma vantagem competitiva cada vez maior.

Quando todo mundo consegue produzir, destacar-se fica mais difícil

Durante muito tempo, a capacidade de execução foi uma barreira importante dentro do marketing. Empresas com mais recursos conseguiam produzir mais campanhas, criar mais materiais e ocupar mais espaço nos canais digitais.

A IA reduziu drasticamente essa distância. 

Hoje, uma pequena empresa consegue criar conteúdos visualmente sofisticados, testar diferentes abordagens e manter uma frequência elevada de publicação sem depender da mesma estrutura que seria necessária há poucos anos.

O problema é que a facilidade de produção não garante relevância.

Na prática, o mercado está assistindo a um fenômeno curioso: quanto mais conteúdo é produzido, mais difícil se torna chamar a atenção.

Isso acontece porque grande parte das marcas está alimentando as ferramentas com referências semelhantes, utilizando estruturas parecidas e reproduzindo os mesmos formatos. O resultado é uma enxurrada de conteúdos tecnicamente corretos, mas cada vez menos distintos.

Nesse contexto, o diferencial deixa de ser a capacidade de produzir e passa a ser a capacidade de construir significado.

Por que a personalidade da marca ficou ainda mais valiosa? 

Muito antes da Inteligência Artificial entrar nas discussões sobre marketing, a personalidade de marca já era objeto de estudo. Em 1997, a pesquisadora Jennifer Aaker publicou o artigo Dimensions of Brand Personality, no Journal of Marketing Research, apresentando um modelo que demonstrava como consumidores atribuem características humanas às marcas e as percebem por atributos como sinceridade, competência, sofisticação, entusiasmo e robustez.

Quase três décadas depois, esse conceito permanece extremamente relevante. Talvez ainda mais relevante do que era naquela época.

A diferença é que hoje as marcas estão expostas o tempo todo. Elas publicam conteúdo diariamente, respondem comentários, participam de conversas culturais, trabalham com influenciadores, utilizam IA, exploram novos canais e precisam tomar decisões constantes sobre como se posicionar.

Sem uma personalidade clara, cada uma dessas decisões passa a ser tomada de forma isolada, e o resultado costuma ser uma comunicação inconsistente, difícil de reconhecer e facilmente confundida com a concorrência.

Por outro lado, marcas que possuem uma identidade bem definida conseguem manter coerência mesmo quando adaptam formatos, exploram novas plataformas ou incorporam novas tecnologias.

Com o tempo, essa coerência fortalece a percepção da marca e contribui para a construção de um dos ativos mais valiosos para qualquer negócio: o reconhecimento

Personalidade não é apenas tom de voz

Um dos erros mais comuns quando falamos em branding é reduzir a personalidade da marca ao tom de voz. 

Embora a forma como a marca se comunica seja importante, a personalidade vai muito além disso. Ela também aparece nos assuntos que a empresa escolhe abordar, nas pautas que decide evitar, no tipo de conteúdo que produz, nos formatos que utiliza, nos posicionamentos que assume e até na maneira como reage às tendências do mercado. 

Isso ajuda a explicar por que algumas empresas conseguem participar de conversas populares de forma natural, enquanto outras parecem deslocadas ao tentar fazer exatamente a mesma coisa.

Segundo o Sprout Social Index 2025, 93% dos consumidores consideram importante que as marcas acompanhem tendências e assuntos relevantes. Ao mesmo tempo, cerca de um terço afirma sentir desconforto quando percebe que uma marca está tentando participar de uma conversa apenas porque ela está em alta.

A diferença raramente está na tendência em si.

Ela está na coerência!

Marcas com personalidade usam tendências para reforçar sua identidade, enquanto marcas sem personalidade usam tendências para preencher um vazio estratégico.

O impacto do branding nos resultados do negócio

Existe um equívoco comum de que branding e performance são iniciativas opostas, mas a verdade é que, na prática, uma fortalece a outra. 

Quando uma marca é reconhecida, as campanhas tendem a performar melhor, o custo para gerar atenção diminui, a confiança acelera decisões e, só então, a percepção de risco é reduzida.

Isso é especialmente relevante em mercados B2B, onde os ciclos comerciais costumam ser  mais longos e envolvem múltiplos decisores. 

Antes de contratar uma empresa, o cliente pesquisa, compara alternativas, busca referências e procura sinais que reduzam a percepção de risco.

Nesse processo, uma marca forte funciona como um atalho mental. Ela transmite credibilidade antes mesmo da primeira reunião comercial.

É por isso que empresas bem posicionadas costumam colher benefícios que vão além do alcance e do engajamento. Elas tendem a gerar leads mais qualificados, fortalecer relacionamentos comerciais e reduzir parte do atrito existente ao longo da jornada de compra.

O branding também ganhou espaço nas buscas baseadas em IA 

Durante anos, as estratégias de SEO estiveram concentradas em palavras-chave, otimização técnica e produção de conteúdo. 

Esses fatores continuam relevantes, mas o comportamento de busca está mudando. 

Com o crescimento de ferramentas como ChatGPT Gemini e outros mecanismos conversacionais, a reputação e autoridade da marca ganham ainda mais importância. 

Os modelos de IA tendem a considerar sinais de autoridade distribuídos pela internet, como menções, referências, avaliações, conteúdos especializados e citações em fontes confiáveis.

Isso significa que marcas reconhecidas possuem uma vantagem crescente em um ambiente onde confiança e credibilidade ganham ainda mais peso.

Em outras palavras: não basta ser encontrado. É preciso ser lembrado, citado e recomendado.

A IA não substitui aquilo que torna uma marca única 

A Inteligência Artificial continuará evoluindo. Os conteúdos serão gerados com mais velocidade, os processos serão automatizados e as ferramentas ficarão cada vez mais acessíveis.

Mas existe algo que continuará sendo difícil de replicar: a identidade construída ao longo do tempo.

A IA até pode ajudar uma empresa a produzir mais, acelerando tarefas, organizando informações e ampliando a produtividade das equipes.

Mas o que ela não consegue fazer sozinha é definir qual história uma marca deve contar, quais valores precisa reforçar ou qual espaço deseja ocupar na mente das pessoas. Essas decisões continuam e sempre vão continuar sendo humanas.

Sua marca está construindo reconhecimento ou apenas produzindo conteúdo?

Na Trammit, acreditamos que branding e performance devem caminhar juntos. Afinal, gerar resultados no curto prazo é importante, mas construir uma marca forte é o que sustenta o crescimento no longo prazo.

Se você quer fortalecer o posicionamento da sua empresa e transformar reconhecimento em vantagem competitiva, fale com nossos especialistas e descubra como podemos ajudar!

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